O que é programação em cascata?

O que é programação em cascata?

A produção de softwares representa um marco singular na indústria de tecnologia, uma vez que seu modelo de fabricação é diferente dos demais produtos da área, forçando a criação de novas metodologias de trabalho, como a programação em cascata. 

 

Esta é uma prática baseada no princípio de quebra de partes maiores em pedaços menores, ou seja, é um modo de facilitar a delegação de tarefas, acelerar a finalização de projetos e melhorar a integração entre habilidades distintas. 

A indústria de Tecnologia da Informação é marcada por seu grande volume de ferramentas para desenvolvimento. Dezenas de linguagens front e back-end, além das atualizações constantes, formam uma rica arquitetura de software. 

Neste artigo, será explorado o conceito de programação em cascata, como ele é inserido nos ambientes organizacionais e seu impacto sobre o funcionamento das empresas deste setor e outros segmentos, desde indústrias de placa de vinil a cosméticos. 

Modelo cascata na produção de softwares

Antes de elucidar a programação em cascata, é importante definir o que separa o software de todos os produtos da indústria. Software tem por definição como um conjunto de controles lógicos que possibilitam a operação de funções. 

Sua estrutura é estabelecida por conceitos de matemática avançada e estatística. A semântica de cada infraestrutura forma a denominada linguagem de programação, que varia em termos de aplicação e versatilidade. 

Cada linguagem de programação possui aspectos em comum, muitas destas derivadas de outras linguagens, com adaptações que acentuaram determinadas funcionalidades em relação às demais, como mudanças na estrutura de variáveis e álgebra booleana. 

Seu uso está presente em qualquer projeto que envolve a fabricação de máquinas inteligentes. Aplicações para a web, bancos de dados, operação automática de tarefas, como pintura de garagem residencial e inteligência artificial, fazem parte deste conjunto. 

Muitos projetos nestas categorias podem levar meses até sua finalização, bem como outros podem ser entregues em dias, tornando o mercado de tecnologia tão diversificado que é impossível aplicar as velhas técnicas de padronização do trabalho. 

Por esta razão, a indústria de tecnologia em software foi a responsável pelo resgate da personalização, conceito abandonado desde o surgimento das primeira máquinas e sua consequente fabricação de itens em massa. 

Em meados da década de 1960, quando a produção de software e criação de algoritmos ganha forma, os pioneiros da área se deparam com dois problemas clássicos, sendo a escalabilidade, com impacto sobre o preço, e a delegação de tarefas.

A programação em cascata foi a resposta que solucionou ambos os empasses, através da inserção destes métodos em seu processo diário, viabilizando sua implementação em laboratórios de inteligência artificial até centros de manutenção corretiva de poço

1 - Definição de requisitos antes do produto

A produção de softwares, diferente de outros modelos da indústria, trabalha com a solução de necessidades, ao invés da geração de um produto. A programação em cascata estabelece a definição de requisitos na primeira fase, antes do esboço de qualquer coisa. 

A personalização destes itens precisa atender, de maneira cirúrgica e otimizada, as necessidades que cada cliente demanda, tornando a definição de requisitos uma das partes mais importantes de todo o projeto. 

Os responsáveis pela projeção do recurso se reúnem com o cliente e o questionam sobre o uso pretendido para o software, listando todas as funcionalidades sob o critério de maior para menor importância, como um sistema de monitoramento de refeição para empresa

O resultado dessas reuniões deve permitir a visualização de usos primários e secundários da máquina, de modo a comparar o custo de implementação e integração de cada aspecto ao orçamento traçado, isto é, o preço do produto. 

2 - Elaboração do projeto

Uma vez definido o quadro de funcionalidades, a arquitetura do projeto pode ser desenvolvida pelo grupo de desenvolvedores sênior do negócio. Note que uma característica vital da programação em cascata é a sua continuidade. 

O termo “cascata” faz alusão a uma sucessão de acontecimentos, como um efeito dominó. Cada etapa deve ser executada com atenção, visto que seu impacto sobre as demais é decisivo. Somente com requisitos definidos é que se forma o projeto. 

Este é desenhado de maneira gráfica, agrupando todas as suas interfaces em um esquema detalhado, com infográficos e esboços que conecta todos os pontos de sua arquitetura, demonstrando como e porque ela é funcional. 

Neste momento, a participação de múltiplas equipes na estruturação do projeto é mais latente. Práticas em conjunto como brainstormings, pesquisas e testes devem ser empregados para construção da arquitetura de software. 

As empresas especializadas nesta prática, sejam estas categorizadas na abordagem B2B (business to business, de empresa para empresa), ou na abordagem B2C (business to consumer, de empresa para consumidor), compartilham fatores como: 

Equipes multifuncionais

A contratação de desenvolvedores na indústria de tecnologia prevê níveis variados de domínio em cada linguagem de programação ou interface a ser trabalhada pelo empreendimento. 

Por isso, são formadas equipes multifuncionais, que são caracterizadas por um alto nível de especialização da mão de obra, por vezes com lideranças mais dispersas e liberais. 

O caráter personalizável desta indústria estimula a individualização, como uma régua para rack em coworking. 

Controle automatizado de processos

As ferramentas para execução das partes do projeto de software são todas digitais, mas o processo de automação não se restringe à produção do produto, compreendendo todas as fases de controle e integração com outros departamentos. 

Os processos de indústrias de software contam com uma estrutura que emprega bancos de dados, tecnologia em nuvem, digitalização de documentos para operações financeiras e jurídicas, além da monitoração de cronogramas e prazos. 

3 - Implementação do plano de ações

Um projeto voltado para automação para avaliação de película automotiva, por exemplo, deve ser implementado na rotina diária de acordo com uma metodologia que facilite a operação diária de atividades. 

A implementação no modelo cascata, partindo do conceito de quebra de partes maiores em menores, divide a produção de software em arquitetura, componentes e código, que devem ser aplicados em uma cascata de desenvolvimento e teste. 

A arquitetura abrange todas as funcionalidades estipuladas para o produto, incluindo tamanho de armazenamento, velocidade de resposta a comandos e qualidade dos gráficos em tela e do carregamento de arquivos. 

É na arquitetura onde se conectam todos os aspectos do projeto, estabelecendo uma base robusta de modelos complementares para a definição de componentes e da linguagem usada para construir o software. 

Quanto ao projeto de componentes, sua implementação se dá com a análise da implementação de funcionalidades sob a perspectiva de hardware, ou seja, os componentes físicos da máquina, que vão interagir com o software criado. 

Um software para monitoramento de redes de proteção para janela, por exemplo, deve ser desenvolvido tendo em vista o tipo de dispositivo por onde ele será operado. Smartphones, controles físicos e centrais em desktop são algumas opções comuns.   

Por fim, o projeto de código se refere à criação do software em si e sua integração de linguagens de programação distintas, um recurso utilizado em muitas aplicações, sejam elas industriais ou para a web.

4 - Teste de cada projeto 

Os testes devem ser incluídos no cronograma ao final de cada ciclo de trabalho, sendo cada teste específico para cada interface, seja de hardware ou software. A metodologia aplicada por essas avaliações também deve ser definida com antecedência. 

A aplicação de testes de qualidade pode ser observada em indústrias de fabricação de piso de madeira laminado, mas também nas empresas de software responsáveis por criar os sistemas que manipulam e monitoram as máquinas de outros processos de produção. 

Por isso, é vital inserir testes de rigor compatível ao nível de risco do item, de modo a garantir todas as boas práticas de segurança na confecção de software. 

Vantagens da programação em cascata

A programação em cascata é um modelo de organização das atividades em uma empresa de software, composta por vantagens que justificam seu uso nos ambientes organizacionais, como: 

  • Continuidade: nenhuma ação é descartada ou desperdiçada; 

  • Detalhamento prático de todo o processo; 

  • Redução de desperdícios e custos surpresa; 

  • Estipulação de prazos mais precisos; 

  • Versatilidade: o modelo é aplicável em qualquer negócio. 

A prática é uma opção excelente para o gestor que procura por uma metodologia para estruturação de seus processos, sendo um sistema de fácil gerenciamento e modificação, permitindo a adaptação futura conforme se tornem claras as demandas da empresa.

Conclusão

A programação em cascata é pioneira no pensamento da administração aplicada à Tecnologia da Informação. Seu modelo serviu de inspiração para muitos outros que revolucionaram múltiplos setores da indústria. 

De fácil compreensão e alto poder de adaptação, o modelo em cascata é amplamente aplicado nos ambientes organizacionais de TI. Além disso, sua utilidade se expande para segmentos de fora desta área, dominando toda a produção personalizada.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.